Atualizado em 14 de agosto de 2026.
Um guia curto para quem abriu o psr.exe e encontrou o aviso de descontinuado — e ainda
precisa entregar o documento que ele gerava.
Desde a atualização do Windows 11 de fevereiro de 2024, o Gravador de Etapas (Steps
Recorder, psr.exe) mostra um aviso de descontinuação ao abrir. Ele ainda funciona em
muitas máquinas, mas não recebe mais desenvolvimento e não está no roteiro da Microsoft.
As alternativas que a própria Microsoft indica são a Ferramenta de Captura, a Xbox Game Bar e o Clipchamp. E aqui está o problema: nenhuma das três produz um documento de passos. Elas fazem imagem e vídeo. O que sumiu foi exatamente a parte que interessava — a montagem automática de um documento numerado, com uma tela por passo.
Todos com a mesma tarefa obrigatória de sempre, e sem o programa que a resolvia.
O Walkstamp grava a tela e monta o documento: um passo por bloco, numerado, com a imagem, a hora e a descrição. Sai em PDF, Word, ZIP de imagens ou JSON. Roda no navegador, sem instalar nada, e o vídeo não sai do seu computador.
| Steps Recorder | Walkstamp | |
|---|---|---|
| Formato de saída | MHT — abria bem no Internet Explorer, que também acabou | PDF, Word (.docx), ZIP de imagens, JSON |
| Passos numerados | Sim | Sim |
| Descrição de cada passo | Automática, do controle clicado: “usuário clicou em Botão” | Sua — escrita, ou ditada em voz alta e transcrita |
| Hora | Por passo | Por passo, com hora de relógio de verdade — o que a auditoria pede |
| Instalação | Programa do Windows | Nenhuma: é um endereço |
| Sistema | Só Windows | Qualquer computador com navegador |
| Limite de capturas | 25 por padrão | O que você definir |
| Narração | Não | Sim, transcrita e sincronizada com as telas |
| O que sai da sua máquina | Nada | Nada |
| Preço | Vinha com o Windows | Gratuito |
Vale dizer, porque a diferença muda o resultado: o psr.exe conversava com o sistema
operacional e sabia qual controle você havia clicado — o nome do botão, o campo, a janela. Um
navegador não tem esse acesso, e nenhuma ferramenta web tem.
O Walkstamp faz a troca ao contrário: ele guarda um quadro toda vez que a tela muda, e a descrição vem de você — falando enquanto testa. É menos automático e mais explicativo. Na prática, “usuário clicou em Botão” nunca explicou nada a ninguém; “aqui eu salvei sem centro de custo e o sistema recusou” explica.
Mesma história, com outra data. O Test Suite do SAP Solution Manager sai da manutenção principal no fim de 2027 (com manutenção estendida até 2030). O sucessor, o SAP Cloud ALM, tem gestão de teste — mas a evidência visual continua sendo screenshot anexado à mão.
É exatamente o mesmo buraco: a ferramenta de gestão existe, e a parte cara de produzir — as telas
certas, na ordem, com hora e com a explicação do que estava sendo feito — voltou para o
Print Screen e o Word. O modelo Evidência de teste foi feito para isso.
Não. Tudo acontece na aba do navegador, e dá para conferir em trinta segundos abrindo a aba de rede do navegador. Há uma página só sobre isso, inclusive com a lista das certificações que não temos.
Funciona: existe uma versão em arquivo único que roda offline, e que sua equipe pode guardar internamente. Sem rede, você perde a transcrição automática e escreve as anotações à mão.
Não. É o argumento inteiro: numa estação de trabalho travada por política, “instale este programa” é um projeto com dono e prazo; abrir um endereço é um clique.
A captura de tela pega qualquer janela que o sistema deixe compartilhar, inclusive o SAP GUI — o que o navegador não consegue é ler os campos dentro dele, como uma ferramenta instalada faria. Para Fiori, S/4 web, Ariba, SuccessFactors e Concur não há diferença nenhuma.
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